Lucio Flavio lidera cultos de Atletas de Cristo

Jogadores evangélicos se tornam líderes entre seus companheiros ao levar a palavra de Deus às concentrações e preleções. Souza, do Vasco, e Lúcio Flávio, do Botafogo, são vozes fundamentais

‘Senhor, abençoai nosso trabalho! Pai, traga a luz!’, clama o volante Josef de Souza Dias, o Souza, aos atentos companheiros do Vasco minutos antes de o time entrar em campo.

Pregando a palavra de Deus, ele se tornou ‘líder espiritual’ da equipe. Souza, como mensageiro de Cristo, é um dos ‘pastores da bola’ que vêm aumentando o rebanho de fi éis nos não só nos templos, mas também nos vestiários e gramados.

A exemplo de Kaká e Lúcio, na Seleção, os clubes cariocas elegeram seu ‘capitão de Cristo’ — caso de Souza; de Lúcio Flávio, no Botafogo, Fernando e Léo Moura, no Flamengo; e Gum e Marquinho, no Fluminense.

Frequentador assíduo da Igreja Bola de Neve, na Barra, ele não se separa de sua Bíblia Sagrada. “Levo meu exemplar mesmo às concentrações.

Hoje, muitos jogadores, quando têm alguma difi culdade, vêm falar comigo. Querem saber algo sobre a Bíblia. Antes das partidas também fazemos orações para pedir a Deus que nos livre do mal e das lesões”, conta.

Mas Souza é taxativo: a fé, sozinha, não basta para se chegar à vitória. “Isso nunca! Deus abençoa quem trabalha. Mas o resultado também não quer dizer que Ele só abençoou quem ganhou.

Ele não vai entrar em campo. A vitória é uma consequência do trabalho feito durante os treinos. Se o jogador não treinou direito, Deus não vai poder fazer nada por ele”, prega.

Para Souza, foi a paz que o tornou um ‘pastor da bola’. “Desde o ano passado, quando me ‘S fi rmei com Cristo, fi z um propósito com Ele.

Disse que tentaria transmitir esta paz para o máximo de pessoas para que elas também se sintam melhor. Por isso estou sempre conversando sobre a palavra do Senhor”, revela.

“Sempre que tenho uma oportunidade, procuro chamar o pessoal para falar de Deus. E tem dado certo, porque muitos estão começando a crer como eu. Alguns até frequentam a Igreja comigo. Tenho visto que Deus já está operando em suas vidas”, garante Souza.

A braçadeira que o meio-campo Lúcio Flávio, capitão do Botafogo, carrega nas partidas também pode ser sentida no altar da Igreja Batista, na Barra. Vestindo o papel de missionário, ele lidera os cultos semanais. “Os jogadores às vezes me procuram em busca de uma palavra amiga e uma orientação de acordo com a palavra de Deus. Acho que devemos exaltá-la e propagá-la para que todos O conheçam melhor, e possam viver de acordo com Suas leis”.

Lúcio Flávio ajuda a tocar — e a levantar — a bola de um dos mais conhecidos grupos evangélicos do futebol: os Atletas de Cristo. E foi justamente no Botafogo o início do ‘time’, fundado por Balthazar em 1984. Hoje, os Atletas contam com irmãos de outros esportes nos cultos e sessões de oração.

Ciente da infl uência que tem principalmente sobre os jovens como jogador de futebol, o capitão alvinegro destaca a importância de usar esta força para evangelizar. “O futebol nos dá muita visibilidade, já que estamos constantemente na mídia. Por isso precisamos estar atentos a tudo o que fazemos. Não podemos dar mau exemplo. Por isso, sempre que podemos, estamos louvando e adorando a Deus”, explica Lúcio Flávio. Adotando linguagem ‘informal’, a Igreja Bola de Neve virou febre entre os jogadores de futebol no Rio. Nos cultos é comum o uso de gírias para reproduzir passagens bíblicas. Tamanho sucesso, porém, tem seu preço. Conseguir um lugar no templo da Avenida Lúcio Costa, na Barra, é tão difícil quanto conquistar um título invicto.

Os irmãos Fernando e Carlos Alberto, atletas dos arquirrivais Flamengo e Vasco, participam dos encontross sempre que estão de folga. “É como se estivéssemos em contato direto com o Senhor. Por isso eu escolhi o caminho da fé, e não o da perdição”, comenta o volante rubro-negro. Segundo Fernando, desde que começou a jogar no time de Cristo, sua vida mudou completamente. “Meu pastor diz que a melhor pregação não se traduz em palavras. É, em vez disso, o exemplo de vida. Está escrito na Bíblia que nós, cristãos, estamos cercados por nuvens de testemunhas.

Então, sempre que fi co de cabeça quente, procuro pensar como Jesus agiria se estivesse no meu lugar.

Um pouco mais calmo, consigo agir sem medo de errar”, conta Fernando.

O volante não perde a oportunidade de falar de Cristo para os jogadores do Flamengo nas preleções.

“Sempre faço minhas orações e converso com os colegas sobre a importância de seguir os exemplos de Deus. Procuro mostrar que ser cristão não é ser uma pessoa triste, carrancuda, que não gosta de brincar.

Pelo contrário, hoje sou muito mais feliz do que era antes de aceitar Jesus. A vitória será consequência. Se o nosso grupo tiver se preparado bem, sairá vitorioso porque terá feito por merecer”, conclui o jogador.

Evangélico, Leonardo Moura também puxa a oração antes dos jogos e frequenta uma igreja, na Barra, acompanhado da mulher, Camilla. “Deus sempre abençoa quem merece. Graças a Deus, minha família é abençoada”, afirma o lateral-direito do Flamengo.

 

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