entrevista atacante Muller fala como se reergueu pela fé em Deus

 

Muller é um dos símbolos do São Paulo. O gol marcado ‘sem querer’ de calcanhar garantiu o bicampeonato mundial contra o Milan em 1993 e ainda emociona o torcedor tricolor. Mas o atacante prefere ressaltar outros momentos da carreira. Diz que o melhor time em que atuou foi o Palmeiras dos cem gols em 1996 e surpreende ao admitir que encontrou a maior felicidade no Santos, mesmo sem ter conquistado um título sequer.

O atacante também fez história na seleção brasileira ao participar de três Copas do Mundo e encerrou o ciclo com a conquista do tetracampeonato nos Estados Unidos. Mas o Mundial de 1990 na Itália trouxe mais recordações e aprendizado. Apesar da eliminação precoce nas oitavas de final, ele diz que o meia Neto, que brilhou naquele ano pelo Corinthians, não fez falta.

Em entrevista ao UOL Esporte, ele conta suas aventuras como comentarista e dirigente, diz ter perdido muito dinheiro por escolhas erradas e que se reergueu pela fé no Deus que encontra no evangelismo. Pastor nas horas vagas,  ainda se mostra a favor do marketing religioso e revela que já converteu vários colegas de profissão.

UOL Esporte: Você está iniciando sua carreira de técnico com seu terceiro time, o Imbituba-SC (passou pelo Ipatinga e pelo Grêmio Maringá). Quais as maiores dificuldades de um técnico de futebol no Brasil?

Muller: São grandes. No futebol a glória e a derrota caminham juntas, o mais importante é confiar no seu potencial e passar isso aos jogadores. Assim como Silas, Ney Franco e o Adilson Batista, espero seguir e ter sucesso, é um novo desafio. No Brasil, a cada três, quatro meses abre janela para o exterior e seu time se desfaz. Você tem que refazer e criar uma nova identidade para o time. Isso não é fácil, tem que ser muito bom. Por isso considero que os técnicos brasileiros são os melhores do mundo. Na Europa, o dono do time gasta 100 milhões de euros contratando os melhores e o técnico dá um treino por dia em um período só.

UOL Esporte: Depois que você pendurou as chuteiras já foi técnico de futebol, comentarista, dirigente e agora volta ser técnico. Ainda não se encontrou?

Muller: O futebol foi meu meio de sobrevivência, vim de família pobre, e até hoje continua sendo. Eu creio que aventura mesmo foi como dirigente no ano passado no Santo André. Nunca tinha pensado nisso, foram seis meses e vejo que a carreira de treinador é bem melhor que a de dirigente. Como comentarista, trabalhei na Band, na Rede Globo e saí da Globo porque acabou meu contrato terminou e eu queria já vislumbrar meu futuro como treinador. Claro que aprendi alguns macetes, aprendi alguma coisa de televisão. Mas de 10 anos para cá venho amadurecendo a ideia de ser técnico, eu sempre tive paciência. Estou recomeçando e creio no meu potencial, na minha vivência como jogador. Isso me dá bagagem pra ver futebol sob um prisma diferente

Fonte: UOL Esporte

Via: www.guiame.com.br

 

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