Evangélico do Santos faz revelação polêmica sobre Neymar

O volante  Roberto Brum  ainda tinha contrato com o Santos até o meio do ano, mas acabou dispensado pela diretoria alvinegra. Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

“Se o Neymar não jogasse contra o Corinthians, o pessoal lá de cima ameaçou não pagar nosso salário”, disse Brum

Após assinar a rescisão contratual com o Santos na última segunda-feira, o volante Roberto Brum revelou toda a verdade no episódio envolvendo o atacante Neymar e o técnico Dorival Júnior, que foi demitido após pedir o afastamento do atleta do clássico contra o Corinthians, válido pelo Campeonato Brasileiro de 2010.

 

Roberto Brum afirmou que o elenco santista foi ameaçado de ficar sem salário, caso Neymar não jogasse o clássico contra o Corinthians. “Se o Neymar não jogasse contra o Corinthians, inclusive, o pessoal lá de cima ameaçou de não pagar nosso salário”, afirmou o volante.

 

Se não batasse, Brum declarou que o diretor de futebol do Santos, Pedro Luís Nunes Conceição, e o presidente do clube, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, não queriam demitir Dorival Júnior, mas foram obrigados já que era uma exigência do Grupo Guia (Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos), formado por empresários e conselheiros do clube.

 

“Nem o presidente, nem o diretor de futebol queriam demitir o Dorival, a ordem veio lá de cima”, disse Brum.

 

A crise que culminou na demissão de Dorival começou na partida contra o Atlético-GO, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do segundo turno do Brasileirão. Na ocasião, Dorival foi xingado por Neymar nos minutos finais do jogo por tê-lo proibido de cobrar um pênalti. No dia seguinte, a diretoria santista multou o jogador em 30% dos seus vencimentos. Porém, o treinador considerou branda a punição e pediu o afastamento do atleta por tempo indeterminado.

 

Brum e jogadores tiveram participação direta no afastamento de Neymar

 

Os dirigentes não aceitaram o pedido, e Neymar só foi afastado contra o Guarani porque Brum, Marquinhos, Léo e Edu Dracena foram a sala da diretoria para pedir o afastamento do atacante, alegando que Dorival ficaria sem autoridade com o grupo de jogadores.

 

“Eles já tinham definido que o Neymar não seria punido. Fiquei triste pelo Dorival Júnior. Então fomos a sala do presidente e, após eu dizer que a decisão não seria boa para o Dorival e para o clube, o treinador resolveu pedir demissão. Então, acabei pedindo demissão junto, alegando que sairia só se o Dorival saísse”, disse o volante, que reverteu a situação com a atitude.

 

“Depois o Dorival me liga e diz que eles tinham aceitado afastar Neymar do jogo contra o Guarani. Mas, a diretoria me chamou e disse que eu estava demitido, e não viajei com o elenco para Campinas. Treinei separado, fui multado em 10% do meu salário, mas depois fui reintegrado de volta”, revelou o jogador.

Depois do afastamento de Neymar para o duelo contra o Guarani, os jogadores não conseguiram reverter à situação no clássico contra o Corinthians na rodada seguinte. Os dirigentes permitiram apenas o veto para o jogo em Campinas. Como o técnico manteve o atacante fora do time para o clássico contra o Corinthians sem consultar a cúpula do clube, os cartolas optaram pela mudança do comando.

 

Data: 5/1/2011 10:28:20
Fonte: IG Esporte


 

 

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